No último mês de junho fez um ano que a gripe H1N1 foi considerada uma pandemia. Doze meses depois, a preocupação com os riscos da doença foi amenizada. A campanha nacional para vacinação imunizou 37% da população.
Apesar disso, em 2010, foram registradas 540 internações e 64 mortes em decorrência da gripe H1N1 no país. Desse total, 18% dos casos graves e 30% dos óbitos foram em gestantes. No ano passado, foram registrados 2.051 óbitos. Do total de mortes, (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas e em gestantes. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% dos óbitos e os de 30 a 39 concentraram 22% das mortes.
Para discutir o assunto a estudante de Medicina, Livia Regina, responde às perguntas do JR.
JR: Por que essa gripe tem assustado muita gente?
[Livia responde] A gripe é uma doença que tem acompanhado a humanidade por muito tempo. Ela é causada por um grupo de vírus chamado influenza e geralmente apresenta surtos anuais, especialmente no inverno, só que com pouca repercussão clínica, podendo manifestar desde um resfriado com coriza, obstrução nasal até um quadro de gripe mais característico, com febre, dor muscular, dor de cabeça, fraqueza, tosse, mas de curso autolimitado com duração de 7 dias e cura espontânea.
Quando surge uma nova variante do vírus influenza, por recombinação ou mutação do material genético do vírus, nosso sistema imune por desconhecer essa nova variante não consegue combatê-la de imediato, aí nós presenciamos uma epidemia, onde a evolução da gripe pode ser mais prolongada e até mais grave. Foi basicamente isso que aconteceu com o subtipo H1N1 (H e N são proteínas que existem no envelope que reveste o vírus e que definem as classes do influenza).
Até novembro do ano passado (2009) essa epidemia atingiu 420.000 pessoas nos 207 países, sendo 8768 mortes. Foi caracterizada por alta transmissibilidade, maior gravidade em determinados grupos de risco, como idosos, crianças, gestantes, imunodeprimidos (pacientes com HIV+, em quimioterapia ou em uso de altas doses de corticóides), cardiopatas e pneumopatas (asma), diabéticos e nefropatas. E ainda tinha como reservatórios aves, suínos e equinos, que também podiam se infectar pelo vírus e mantê-lo em circulação. Por tudo isso, essa gripe assustou tanto a todos.
JR: Como eu posso identificar se estou ou não com a gripe H1N1? Qual o melhor tratamento?
[Livia responde] As manifestações da gripe H1N1 são basicamente as mesmas do influenza que causa surtos sazonais, mas devemos ficar atentos a sinais de alerta e aos grupos de maior risco que já comentei na resposta anterior. Os sinais de alerta e gravidade são: aumento de frequência respiratória, dispnéia, desidratação, agravamento dos sintomas iniciais, alteração do estado de consciência (confusão mental), convulsão, redução da pressão arterial (PA < 90/60), febre persistente por mais de 5 dias (Temp . 38ºC)e baixa concentração de oxigênio no sangue.
Na presença desses sintomas, o ideal é que a pessoa seja encaminnhada ao serviço de referência do H1N1 determinado pela secretaria de saúde municipal ou estadual de seu estado, onde será avaliada a necessidade de internação, a utilização de medicamneto antiviral e inclusive antibióticos, caso haja infecção bacteriana associada.
Nos casos leves o tratamento não é curativo, apenas alivia os sintomas até nosso próprio corpo opere sua cura. Consiste em repouso, hidratação (2 litros de água a mais que o habitual), vaporização e nebulização (para manter hidratada a via aérea superior) , bolsas de água quente localizada (para as dores musculares), analgésicos e antitérmicos.
Na presença desses sintomas, o ideal é que a pessoa seja encaminnhada ao serviço de referência do H1N1 determinado pela secretaria de saúde municipal ou estadual de seu estado, onde será avaliada a necessidade de internação, a utilização de medicamneto antiviral e inclusive antibióticos, caso haja infecção bacteriana associada.
Nos casos leves o tratamento não é curativo, apenas alivia os sintomas até nosso próprio corpo opere sua cura. Consiste em repouso, hidratação (2 litros de água a mais que o habitual), vaporização e nebulização (para manter hidratada a via aérea superior) , bolsas de água quente localizada (para as dores musculares), analgésicos e antitérmicos.


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